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terça-feira, 8 de junho de 2010

EREL-SE 2010: A SAGA

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EREL-SE 2010, Unicamp, Campinas-SP. Com essa data em mente e em mãos, nós do CA Let Ipsis Litteris fomos atrás de busão para levar a galera para o evento. E vieram confusões atrás de confusões. Primeiro falamos com a atual chefia do departamento e foi pedida uma lista de interesse para reserva de ônibus junto à Universidade. Criamos um email e o divulgamos para que os interessados mandassem nome completo e matricula. Como o pessoal estava demorando pra fazer isso e precisávamos entregar a lista o quanto antes, resolvemos também criar uma lista convencional, de papel, passando nas salas e deixando uma no DLA. Isso foi motivo da primeira confusão: mandar email ou assinar a lista? Na verdade, poderiam escolher entre um e outro. Outra confusão: CA está organizando ônibus, consequentemente, está responsável pela inscrição também. Ok, calouros confundem as coisas, mas tinha gente mais velhinha confundindo também hehe...alguns membros do CA começaram a ser cobrados em relação a isso...relevamos e continuamos em frente.

A LISTA

Finalmente, conseguimos juntar um bom número de interessados (mais de sessenta) juntando a lista virtual com a de papel. Caso conseguíssemos ônibus, esse número teria que ser enxugado, pois um ônibus só transporta umas 45 pessoas se não me engano. Feita a lista, passamo-la para a chefia. Ufa! Estamos livres! Ledo engano...Estávamos com certeza quase que absoluta de que teríamos um ônibus, tanto é que passei na sala dos calouros com Bruno P e afirmei que um ônibus sairia com certeza (não sei como minha cabeça ainda está aki em cima do meu pescocinho hehe). E passamos somente na sala dos calouros 2010 porque eles pareciam o povo mais interessado em ir e o mais confuso também. Saímos da sala deles com a certeza de ter gerado ainda mais dúvidas. Vimos muitas caras de “erel?hein? do que que ela ta falando?!”, mas we did our best, for sure.

O TRANSPORTE

Acompanhando o processo, e enchendo bem o saco da Eliana, Carla e Odemir, prosseguimos acompanhando a saída – ou não – do nosso transporte. Numa bela manhã, preocupada pela falta de notícias, liguei para o nosso departamento e perguntei à Carla se tinha alguma novidade. Tinha sim! Más notícias, pra variar! Ela disse que haviam mantido contato com o pessoal da divisão de transportes e provavelmente, a resposta para nós seria NÃO! Ok. Pedi a ela o telefone da divisão de transportes, falei diretamente com o home. Tentei argumentar, mas não houve jeito, a resposta seria não, pois a UFV só tem disponível dois ônibus e prioriza transporte para eventos curriculares, e não extra. Além do mais, teríamos que ter (eita, construção estranha!) reservado ônibus com pelo menos dois meses de antecedência (hm já to pensando na Semana de Letras na UFOP, em Outubro hehe...). Terminada a ligação, fui à tarde no DLA, falei com Carla e Eliana que realmente a resposta era não e pedi a elas para não divulgarem isso. Acho que levaram bem a sério isso porque não divulgaram a notícia nem mesmo para o chefe do DLA. Quando fui falar com ele pra ver o que faríamos, ele nem sabia da resposta do home e ficou bastante indignado. “Vou ligar pro Walmer agora!” ele disse, e eu me animei toda, já que ele falava de Walmer Faroni, chefe do CCH, conhecido por ser bem bonzinho em concessões para nosso curso. Odemir, o nosso chefe, ainda disse que iria usar o argumento de que vem aí o MEC (lembram da nossa nota do ENADE?), o que com certeza, seria motivo bastante para nos bancarem. Pois bem. Mas não houve jeito. Walmer estava viajando e não pode ser contactado naquele momento. Depois de uma série de conversas, contatos, etc, acabamos por dar um tempo e uma nossa calouro assumiu as rédeas da situação, interessada que estava em ir ao evento. Eu já tinha decidido ir, iria mesmo que por conta própria (ai meu bolso!) e finalmente fomos! Sim, o transporte saiu!

A VAN (VÃ hehe...)

Novamente foi feita uma lista, mas pra quem ia mesmo! As secretárias do nosso departamento pediram a confirmação dos nomes dessa nova lista até uma certa data e, novamente, muita gente demorou pra confirmar e perdeu vaga. O que seria um ônibus virou uma van. As secretárias entraram em ação de novo e ligaram para cada um dos 15 nomes restante para confirmar a ida. Confirmamos e lá fomos nós! Ops, mas houve um problema, uma pessoa que iria com certeza, inclusive apresentar trabalho, foi deixada de fora, mas como era uma só, o departamento a bancou numa excursão (não poderiam bancar uma excursão pra nós não?). E lá fomos nós, nenhum calouro de 2010(!), enlatados feito sardinha numa van dakelas bem apertadas. Quase 12 horas de viagem para Campinas-SP.

O EVENTO

Chegamos lá às 7h e pouco de la mañana e...ninguém! esperamos. O credenciamento, marcado para as 8h até as 16h fora adiado, de 12h as 16h. Soube-se depois que o pessoal da comissão pensou que só chegaríamos depois do meio-dia...Chegamos cedo d+. Aí já começaram as reclamações... Mas tudo acabou bem, fora o desespero do povo em ir embora... coisa de gente que não queria nem saber de ir nos grupos de discussão sobre diversidade, homofobia, feminismo, hip hop, movimento estudantil, etc.; coisa de gente que não ta acostumada a sair de seu mundinho de conforto e ver “para onde vão as letras” realmente...gente que quer fazer o curso, pegar seu diploma e tchau. Gente que se estiver bem e com money in the pocket, não quer saber se seus alunos estão realmente aprendendo, se muita gente não tem acesso à Universidade por ser pobre, preto, homo, deficiente, enfim, não é problema meu neh...isso tudo me adoece...

Mas, enfim, o evento aconteceu, estávamos nós 16 lá, tudo foi bom, alguns percalços, mas isso é normal.

PRÓXIMO EREL

Representantes do CA eram três lá. Mas somente eu fui à plenária final. Deixando isso pra lá, pois é problema interno, fui a primeira a chegar à plenária, marcada para as 9h. E olha que eu cheguei às 10h!Tudo bem... O povo foi chegando (não muita gente), leram-se as resoluções tomadas nos grupos de discussão, discutiram-se moções e cartas, etc. Bom!

Pela lógica da rodada, a próxima sede seria o Estado do Espírito Santo. Assustadas, algumas moças de lá disseram que eles não estavam bem articulados nesse sentido, outra disse que eles estavam meio esquecidos pela Exnel (executiva nacional de Letras), etc. Um membro da comissão desse EREL disse que o pessoal de São João Del Rey, sempre animados, tinha se candidatado a próxima sede. Mas não havia ninguém de São João nessa plenária final e a decisão final mesmo ficou pra ser tomada no ENEL.

CONCLUSÃO

Querendo manifestar seu voto para São João ou espírito Santo, participe da comunidade EREL-SE 2010 no orkut.
Mais especificamente o post “O que acharam do encontro”. Valeu a pena.

sábado, 23 de maio de 2009

CARTA PÚBLICA AO DCE

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Viçosa, 15 de maio de 2009


Ao Diretório Central dos Estudantes - DCE,


Devido a incidentes ocorridos nas últimas reuniões do Conselho de Centros e Diretórios Acadêmicos (CCA), os conselheiros entenderam a necessidade de se manifestarem publicamente a respeito. Já há algumas sessões, este Conselho não vem sendo encarado como espaço privilegiado de discussão, a título de exemplo, em muitos momentos foi pedido - para poupar tempo - que os CAs se manifestassem por ofício à diretoria do DCE, e não na reunião, o que deixa de compreender a importância que significa para os CAs conversarem entre eles e compartilharem suas opiniões acerca do que está sendo colocado em pauta. O CCA não é apenas uma instância deliberativa do DCE, é um momento de diálogo e articulação de todas as entidades do Movimento Estudantil da UFV. Entendendo que o CCA não é um espaço de interesse exclusivo do DCE, mas de todas as entidades, e diante da falta de regularidade na convocação deste conselho, sua última reunião foi convocada pelos Centros Acadêmicos.

O direito de convocação do CCA foi uma conquista dos Centros e Diretórios Acadêmicos em 2007. Foi formalizado no Regimento Interno do CCA a partir de um processo democrático de construção pelo DCE e CAs que antecedeu a sua aprovação no próprio Conselho. Se a atual gestão do DCE considera esse Regimento ilegítimo, pois que exponha os motivos e apresente uma nova proposta para ser discutida em CCA.

A convocação por parte dos CAs não visou a criação de atritos com o DCE. O que aconteceu foi que, diante da existência de pautas de interesse dos CAs e dos/as estudantes em geral, e da ausência de possibilidade do DCE em convocar um CCA ordinário, os CAs se valeram do seu direito. Afinal, assim como o DCE, e não apenas por isso, todos os CAs também foram legitimamente eleitos e não precisam ficar na pendência do DCE para construir suas gestões e projetos em comum com outras entidades estudantis. Afinal, entendemos que todas as entidades não apenas podem, como devem, ser protagonistas da construção do Movimento Estudantil.

Há que se esclarecer também que a deslegitimação do CCA não se justifica pela alegação de que os Centros Acadêmicos são “oposição”. No mínimo, essa afirmação desconsidera a capacidade dos CAs de terem opinião própria. Independente de terem ou não um membro que se reconhece enquanto campo de oposição, os CAs têm a capacidade, e mais, têm o direito de tirarem posicionamentos autônomos em relação ao DCE. Além disso, o fato de haver divergência não deveria justificar a não realização das reuniões do Conselho ou o não reconhecimento das suas reuniões, sejam convocadas pelo DCE ou pelos CAs.

Os Centros e Diretórios Acadêmicos repudiam o conteúdo dos atos e da nota recente lançada pelo DCE, que colocam que as entidades de base (CAs) não têm comparecido às reuniões, quando, pelo contrário, têm interesse até na sua convocação, e que desmerecem o Conselho de Centros e Diretórios Acadêmicos enquanto fórum legítimo de articulação do Movimento Estudantil além da autonomia e capacidade de organização dos CAs e DAs da UFV.

Lembramos ainda que o DCE-UFV, segundo o seu regimento, deverá reunir-se internamente ao menos uma vez por semana letiva, em caráter ordinário, devendo ser uma reunião aberta a quaisquer estudantes.


CONSELHO DOS CENTROS ACADÊMICOS DA UFV

Carta lida no último CCA, em 21 de maio de 2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

O motivo da não participação do CALET na Calourada do DCE2009

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A Calourada de Integração compete com o Baile de Formatura como uma das festas mais importantes para o estudante durante a sua vida acadêmica. Isso não é porque estas são as festas mais esperadas ou badaladas da universidade, mas sim porque são as mais simbolicamente representativas. Por trás da fachada de festa está a tradição de um rito carregado de ideologias que marcam a vida do estudante. Em outras palavras, são eventos que, teórica e praticamente, deveriam se diferenciar dos notórios agitos da galera que ocorrem na cidade.

Em relação à Calourada – já que é um evento realmente coerente com a realidade de todos os estudantes –, espera-se que seja papel do Movimento Estudantil que o diferencial ocorra em relação às outras festas. A Calourada de Integração é o rito de passagem do estudante à Universidade. É o primeiro contato que o Movimento Estudantil pode ter para fazer o seu papel: acolher o estudante em sua formação não só acadêmica, mas, sobretudo, social.

***

A participação do CA de Letras Ipsis Litteris tem sido exemplar nos últimos eventos organizados pelo DCE. Cumpriu-se com os horários, ajudou na construção, bateu metas de venda com recorde. Isso com um CA reduzido a seis pessoas. Hoje temos quatorze membros atuantes.

Atualmente, o CA de Letras se empenha naquilo que mais lhe representa: o XII EMEL, que orgulhosamente acontecerá na UFV. O lucro das últimas festividades estudantis, conseguido com muito empenho, será todo destinado a esse evento. Mas ainda é pouco... Contávamos com a Calourada de Integração para angariar mais recursos, que têm sido totalmente vertidos aos estudantes do curso. Mas há um dilema...

***

Com os quatorze membros do CA e os quatro da Comissão Organizadora do XII EMEL, conseguir dinheiro com as metas da Calourada não seria problema. Mas o mais importante é a participação na construção do evento. Sabemos que o papel dos CA’s e DA’s é fundamental em qualquer evento promovido pelo DCE.

Infelizmente, alguns pontos não estavam em pauta de discussão em relação ao formato do evento e aos detalhes referentes aos CA’s e DA’s e aos demais parceiros – que não tiveram voz na construção da Calourada. Uma calourada que devia ser integrada, só será no âmbito da festa, pois na construção, tudo foi imposto.

Arcaremos com nossos gastos. Mas não “venderemos” nossos ideais. Acreditamos que a elaboração de um evento tão importante como a Calourada deva ser construída conjuntamente pelo Movimento Estudantil – como nos últimos anos – e não por apenas um DCE. Somos politizados o suficiente para saber que abrir espaço para discutir detalhes não é discutir o evento.

Por mais que o CA de Letras precise de dinheiro para realizar o XII EMEL, acreditamos que uma “festa” tão representativa como a Calourada deva ser feita também como forma de nos apresentarmos enquanto organização política e questionadora, para os calouros – e não ser usada como mero tema para mais um agito da galera, para usar de um eufemismo. Por isso, decidimos não apoiar o DCE da maneira como a Calourada está se construindo, a menos que ele decida abrir espaço para uma discussão verdadeira, digna de entidades do Movimento Estudantil.

Não há dúvida de que a “Calourada” baterá recorde de público. Mas o mérito será por quê? O que conseguiremos acumular e passar aos calouros?